As proteções de daninhas são cercados feitos com estacas de madeira, fita sinalizadora e uma placa com a inscrição Pesquisa da Universidade. Esta placa tem uma função de legitimação do espaço e ajuda a proteger as plantas da interferência dos mecanismos oficiais de jardinagem pública ou mesmo dos passantes que queiram interferir no processo de resselvagização* da área. O trabalho é realizado em espaços constituídos por vegetação espontânea ou identificados como área cultiváveis convertendo-se, após a proteção, em canteiros, hortas e composteiras - desenvolvidas por meio de deslocamentos de terra, matéria orgânica e mudas produzidas pelas sementes coletadas.


(*) Resselvagizar é deixar trabalhar o remanejamento imprevisível de forças que se segue ao abandono. É uma experiência que identifica-se com o desaprender ou o desescolarizar no que se refere à necessidade de transformação de saberes, culturas ou crenças sedimentadas que padronizam nossas relações sociais.




Aterro da Baía Sul, Florianópolis, entre 2014 e 2016. A primeira intervenção foi feita para proteger algumas crotalárias, plantas que ajudam no combate do mosquito da dengue. Em novembro de 2016, as proteções foram refeitas após queimadas de grande escala na área.




Praça João Di Bernardi, no bairro Santa Mônica,  Florianópolis, em 2014.




Campo do Pacuca, bairro Campeche, Florianópolis, 2015.




Campus da Universidad Nacional de Colombia, Bogotá, novembro de 2015




Proteção e plantio de mudas de restinga na Praia Brava em 2015 e registro da situação do local em 2018.




Proteção de ninho de quero-quero em área pública da Praia Brava, Florianópolis, verão de 2015.